LarBRASILEleições GDF: dois candidatos não têm planos para a infância

Eleições GDF: dois candidatos não têm planos para a infância

A corrida pelo Governo do Distrito Federal conta com 11 postulantes ao cargo executivo, mas nem todos contemplam a rede de proteção social voltada aos menores em suas diretrizes oficiais. Enquanto a maioria detalha medidas específicas, dois nomes na disputa não apresentam programas focados na segurança e nos direitos desse público.

Os planos que ignoram a proteção infantil

Entre os concorrentes ao GDF, Expedito Mendonça, do PCO, estrutura seu documento como um programa de luta focado estritamente em pautas trabalhistas, sindicais e econômicas, sem citar a primeira infância.

Já o Professor Robson, do PSTU, também carece de um eixo dedicado exclusivamente ao tema, embora mencione medidas que atingem indiretamente os menores. O candidato propõe a criação de Centros de Atendimento para o Transtorno do Espectro Autista em todas as regiões administrativas, com suporte médico, emissão de laudos e distribuição de remédios, além de defender o fim das escolas cívico-militares.

Propostas dos demais concorrentes

Os outros nove nomes na disputa incluem em seus registros propostas que variam desde o combate à exploração sexual e ao abandono até a expansão de unidades educacionais.

Celina Leão, do PP, sugere o programa Família Forte para unificar o acesso a serviços sociais e previne a violência doméstica. Ricardo Cappelli, do PSB, aposta no Fila Zero de Creche até 2030 e quer inserir o tema nas diretrizes do Tolerância Zero. Leandro Grass, do PT, defende zerar o déficit de vagas, fortalecer Conselhos Tutelares e erradicar o trabalho infantil.

José Roberto Arruda, do PSD, traz o Primeira Infância Plena com foco no Criança Feliz e no DF Brincar vinculado a postos de saúde. Paula Belmonte, do PSDB, quer uma rede transversal de cuidado e apoio familiar. Rico Pinheiro, do PRTB, propõe a carteira unificada Nossa Infância DF e parques adaptados para PCDs.

Kiko Caputo, do Novo, criou o eixo Nascer e Crescer para abranger desde a gestação até a educação infantil. Professora Samara Mineiro, da UP, prioriza a construção de creches públicas e escolas em tempo integral. Por fim, Elisson Ferreira, do Agir, planeja 8 mil novas vagas em creches e o Centro Distrital de Desenvolvimento da Primeira Infância para combater a fome e a negligência.

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