LarBRASILPOLÍTICACiro Gomes e Elmano batem boca e discutem em debate no Ceará

Ciro Gomes e Elmano batem boca e discutem em debate no Ceará

O cenário político cearense viveu momentos de alta tensão nesta quarta-feira (9/9), em Fortaleza, durante o debate PontoPoder, promovido pela TV Diário e pelo Diário do Nordeste. Os candidatos ao governo estadual Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) protagonizaram um confronto verbal direto, marcado por acusações mútuas e discussões acaloradas sobre investigações envolvendo seus respectivos grupos políticos.

O início da discussão sobre institutos e imóveis

O ponto de ignição do embate ocorreu ainda no primeiro bloco do programa, quando o tucano questionou o adversário petista a respeito da gestão do Instituto Mirante. O comando da entidade é exercido por Tiago Santana, irmão do senador e ex-governador Camilo Santana.

Ciro questionou o repasse de quase R$ 500 milhões para a organização social sem licitação, levantando suspeitas de nepotismo. Em resposta, Elmano classificou o questionamento como grave e apontou que o uso de organizações sociais em equipamentos públicos ocorre no estado desde a gestão de Tasso Jereissati, citando como exemplo o Instituto Dragão do Mar.

Logo em seguida, o debate enveredou para supostas irregularidades em imóveis associados a Chagas Vieira, ex-secretário da Casa Civil e suplente de Luizianne Lins na disputa pelo Senado. Enquanto o candidato do PSDB cobrava explicações, o representante do PT negou as aquisições e afirmou que decisões judiciais já haviam garantido direito de resposta sobre o tema.

Acusações cruzadas envolvendo aliados políticos

O tom elevou-se ainda mais quando o foco mudou para figuras investigadas na política local. Ciro citou o caso de Bebeto do Choró, ex-prefeito foragido por suspeita de compra de votos nas eleições municipais de 2024. Elmano contra-atacou afirmando que a defesa do ex-gestor possuía vínculos com aliados tucanos, a exemplo dos deputados federais Capitão Wagner e André Fernandes.

Novos alvos e o ápice do confronto

A lista de nomes citados por ambos os lados continuou a crescer, englobando figuras como Felipe Vasques, alvo da Operação Aletheia, e o ex-deputado Adail Carneiro, cuja defesa apontou posterior absolvição pela Justiça. Do lado petista, Ciro cobrou esclarecimentos sobre os deputados federais Yury do Paredão e Júnior Mano, apontados como alvos de inquéritos da Polícia Federal.

A discussão atingiu seu limite quando os dois candidatos passaram a apontar o dedo um para o outro. Com frases ríspidas sobre onde o dedo deveria ficar posicionado, o bate-boca exigiu a intervenção imediata do mediador, que precisou congelar o tempo de fala até o restabelecimento da ordem.

Apesar do forte clima de animosidade e das reiteradas acusações de mentira entre os postulantes, o evento seguiu com a exposição de propostas voltadas para áreas vitais como saúde, segurança pública, educação e economia no estado.

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