A mãe de Edson Davi, menino que sumiu na Zona Oeste do Rio de Janeiro, compareceu à Superintendência da Polícia Federal para entregar material genético e registros do filho. A convocação partiu da Interpol, que investiga a possibilidade de o garoto brasileiro estar entre as 163 crianças resgatadas durante uma grande operação internacional contra a exploração infantil realizada na Flórida, Estados Unidos.
O desaparecimento na praia
O caso de Edson Davi teve início em 4 de janeiro de 2024, quando ele desapareceu aos seis anos de idade sem deixar rastros. Naquele dia, o menino acompanhava o pai — que trabalhava como comerciante em uma barraca própria — e foi visto pela última vez por volta das 16h, enquanto jogava bola na praia da Barra da Tijuca.
Enquanto a Delegacia de Descoberta de Paradeiros trabalhou com a hipótese de afogamento, a família sempre rejeitou essa tese. Os parentes sustentam que a criança jamais entraria na água desacompanhada e defendem a suspeita de sequestro.
Operação internacional de resgate
A ação que mobilizou as autoridades internacionais foi conduzida pelo Departamento de Polícia da Flórida em conjunto com o gabinete do procurador-geral estadual. A força-tarefa, que durou cinco dias, resultou no resgate de 163 menores com idades entre dois meses e 17 anos, vítimas de diversos níveis de abuso, negligência e tráfico humano. A operação ocorreu não apenas nos Estados Unidos, mas também em outros 12 países, incluindo o Brasil.
Expectativa por respostas
Nas redes sociais, a mãe relatou que sua equipe jurídica foi contatada pela polícia internacional para a apresentação dos documentos de Edson Davi. A expectativa da família é que o garoto seja identificado entre os menores salvos no exterior, encerrando um período de intenso sofrimento e incertezas. As autoridades seguem cruzando dados genéticos para confirmar a identidade das vítimas resgatadas na ação global.
