O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), deu validade oficial nesta quarta-feira (9/9) ao acordo de colaboração premiada firmado pelo executivo Antônio Freixo Júnior, amplamente conhecido como “Mineiro”.
O papel da Entre Investimentos nas investigações
Proprietário da Entre Investimentos, o colaborador firmou o compromisso jurídico junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). Conforme apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF), a companhia teria servido de canal para transferências financeiras originadas de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, destinadas ao custeio de Dark Horse, projeto cinematográfico focado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Trajetória profissional do executivo
Anteriormente alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Compliance Zero, o empresário iniciou sua trajetória profissional aos 14 anos exercendo a função de office-boy no extinto Banco Nacional, passando a atuar como operador de crédito rural no ano de 1983.
Com diploma em administração de empresas, ele ascendeu até o cargo de vice-presidente no Banco Garantia, culminando na fundação do Grupo Entre no decorrer de 2016.
O caminho do dinheiro até a produtora
Os aportes financeiros passavam pelo Havengate Development Fund LP, fundo sediado no estado norte-americano do Texas e administrado por aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O grupo geria os recursos destinados à película e repassava os valores à Go Up Entertainment, empresa encarregada pela execução do filme.
A validação judicial assinada por Mendonça veio na sequência de uma audiência realizada no gabinete do magistrado, na qual o executivo ratificou a espontaneidade de sua decisão em colaborar com a Justiça.
