LarBRASILChatGPT ajuda mãe a identificar AVC em menino de 7 anos

ChatGPT ajuda mãe a identificar AVC em menino de 7 anos

Um menino de sete anos está em processo de recuperação após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) decorrente de uma artéria bloqueada. O caso aconteceu na cidade inglesa de Portslade e chamou a atenção pela forma como o diagnóstico inicial foi levantado pela própria família.

O início dos sintomas Tudo começou em meados de maio, durante uma aula de natação. Na ocasião, o garoto relatou episódios de formigamento e fraqueza na lateral esquerda do corpo. Diante do quadro incomum, a mãe recorreu ao ChatGPT para cruzar os dados dos sinais físicos apresentados. A ferramenta de inteligência artificial sugeriu que os indícios apontavam para um quadro de AVC, o que motivou a ida imediata ao pronto-socorro.

Falha no atendimento hospitalar Apesar da urgência, a equipe médica realizou apenas avaliações motoras básicas com os dedos e liberou o paciente para retornar ao lar, sem solicitar exames de imagem como tomografias. Seis semanas mais tarde, a situação se agravou severamente quando a criança acordou apresentando náuseas, vômitos e episódios de delírio acompanhados de perda total da força motriz.

O agravamento e a internação De volta ao hospital, o garoto apresentou sinais neurológicos graves, incluindo perda de consciência, incapacidade de caminhar e espasmos acompanhados de gritos de dor. Mesmo diante do quadro crítico, o atendimento inicial na sala de espera tratou a situação apenas como um mal-estar comum, receitando apenas medicamentos para enjoo.

A intervenção da avó e a cirurgia A postura dos profissionais de saúde só mudou após a chegada da avó da criança, que adotou uma postura mais firme diante dos atendentes. Com a cobrança, um médico sênior avaliou o caso e direcionou o paciente para a ala de reanimação, mobilizando dezenas de profissionais ao constatar a gravidade do problema vascular.

O menino foi submetido a uma intervenção cirúrgica de emergência para a retirada do trombo cerebral e permaneceu desacordado em coma induzido por aproximadamente 21 dias. Embora já consiga caminhar e conversar novamente após a alta hospitalar, o episódio deixou sequelas neurológicas que afetam seu desenvolvimento. A família agora promove uma campanha de arrecadação financeira para custear o tratamento de reabilitação e divulga o caso para alertar responsáveis sobre os sinais discretos de AVC infantil.

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