LarSÃO PAULOCARNAVALSalgueiro define finalistas do samba para o Carnaval 2027

Salgueiro define finalistas do samba para o Carnaval 2027

Com a quadra da Tijuca completamente lotada no último sábado, o Academicos do Salgueiro realizou a sua emocionante semifinal para definir o hino oficial rumo ao Carnaval 2027. Após apresentações marcantes, a disputa funilou e restaram apenas três obras na luta pelo título, com destaque para os grupos liderados por Ian Ruas e Xande de Pilares, que largam com forte favoritismo para a grande final agendada para o próximo sábado.

A trajetória da parceria de Marcelo Motta

A obra assinada por Marcelo Motta garantiu seu lugar na decisão embalada por vozes de peso como Dudu Nobre, Tinga e Marquinhos Art Samba. O início enérgico, com uma pegada de gira e forte apelo místico, logo cativou os presentes na quadra. Versos como “Deu meia-noite, galo canta na calunga” deram o tom de um começo carregado de axé.

O decorrer da letra soube traduzir com excelência as fases de Xica da Silva, homenageada do enredo, abordando a força e a resistência contra a falsa moral. O refrão principal — “Vira no santo, Iaiá, virou Salgueiro” — funcionou como um verdadeiro combustível para a numerosa torcida, consolidando a obra como uma forte concorrente ao título.

A força poética da safra de Ian Ruas

Outro destaque da noite veio da parceria de Ian Ruas, interpretada por Vitor Cunha e Grazzi Brasil. A composição apostou em um refrão principal contundente que uniu força interpretativa e perfeita adequação ao tema proposto pela escola.

A letra se destacou por resgatar uma Xica multifacetada, combatendo a visão estereotipada e hipersexualizada da ficção. Apesar de uma leve queda de rendimento em um trecho da segunda parte, o samba se recuperou com vigor no verso “Gira, desce o morro, meu Salgueiro”, inflamando a comunidade e justificando o status de favorita.

O peso e a irreverência do grupo de Xande de Pilares

Fechando o trio de finalistas, a obra de Xande de Pilares, defendida por Charles Silva, Thiago Brito e Rafael Tinguinha, empolgou o público desde os primeiros acordes. Com um refrão de abertura vibrante — “Hoje o couro vai comer, laroyê!” —, o samba evocou a imponência de Xica da Silva com facilidade de assimilação.

O ponto alto da apresentação incluiu a mistura envolvente com o tambor no refrão sem bis e a força do trecho central que exalta a ancestralidade da homenageada. Cantada com valentia do início ao fim, a composição encerrou a semifinal credenciada a brigar diretamente pelo pavilhão salgueirense.

Com a eliminação das parcerias de Moisés Santiago e Bernardo Nobre, a vermelha e branca da Tijuca se prepara agora para a grande decisão do próximo sábado, onde será escolhido o hino que ecoará na Marquês de Sapucaí.

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