O tenista espanhol Carlos Alcaraz, atual número 3 do mundo, anunciou que planeja adotar pausas mais longas ao longo de sua carreira para evitar o esgotamento físico, apontando o excessivo calendário do tênis como o principal catalisador para a alta incidência de lesões no circuito profissional.
O impacto das exigências da ATP
A reflexão do atleta surge após seu retorno às quadras no US Open, motivado por um período de inatividade forçada decorrente de uma lesão no punho sofrida em abril. Para o atleta, a maratona de competições torna inviável a participação em todos os grandes eventos sem colocar a integridade física em risco.
Após vencer sua partida de estreia no torneio americano contra Jaime Faria por 3 sets a 1, com parciais de 4-6, 6-0, 6-3 e 6-2, o jovem de 21 anos reforçou a necessidade de reestruturar sua participação nos campeonatos das próximas temporadas.
Mudanças estruturais e obrigações
A insatisfação com a carga de trabalho ganhou força desde que a ATP expandiu sete dos nove torneios Masters 1000 para a duração de 12 dias, mantendo o formato tradicional de apenas uma semana em Monte Carlo e Paris.
Embora a entidade reguladora argumente que os atletas possuem autonomia para gerenciar suas agendas, o tenista destaca que a obrigatoriedade de participação em campeonatos de elite força os competidores a atuarem por cerca de 40 semanas no ano.
Alerta sobre lesões no circuito
O espanhol também enfatizou que o problema afeta toda a categoria, citando os desfalques de nomes importantes como Jannik Sinner, Jack Draper, Holger Rune e o brasileiro João Fonseca no torneio americano deste ano, todos afastados por questões médicas.
Para o competidor, a tendência de exaustão e problemas físicos só tende a crescer caso os organizadores não tomem medidas efetivas para aliviar a carga de jogos exigida dos profissionais de alto rendimento.

