LarGUARULHOSAuxílio-Aluguel apoia 40 vítimas de violência em Guarulhos

Auxílio-Aluguel apoia 40 vítimas de violência em Guarulhos

Mulheres que enfrentam o desafio de reconstruir a vida longe de agressões domésticas contam com suporte financeiro em Guarulhos. Em agosto, o programa Auxílio-Aluguel contemplou 40 moradoras do município com repasses mensais de R$ 500, iniciativa voltada a assegurar moradia e subsistência básica para quem precisa romper vínculos abusivos.

Como funciona e quem tem direito ao repasse

O benefício concede R$ 500 por mês durante um semestre, prazo que pode ser prorrogado por igual período mediante avaliação técnica. O objetivo central é fornecer condições materiais imediatas para que a vítima não permaneça sob o mesmo teto que o agressor por dependência econômica.

Para ter acesso aos pagamentos, a solicitante deve preencher critérios específicos:

– Possuir medida protetiva expedida pelo Poder Judiciário;

– Comprovar residência em território paulista;

– Encontrar-se em quadro de vulnerabilidade social;

– Apresentar renda individual de até dois salários mínimos até o momento da ruptura conjugal.

Todo o processo de triagem e inscrição é conduzido pelas equipes de assistência social de cada município. Com o cadastro deferido, o dinheiro é creditado diretamente em uma Poupança Social no Banco do Brasil aberta em nome da cidadã.

Impacto na Região Metropolitana e números estaduais

O alcance da medida se estende por toda a Região Metropolitana de São Paulo, onde 1.027 mulheres cadastradas até julho receberam o socorro financeiro no mês de agosto, gerando uma injeção de R$ 513,5 mil na proteção a essas famílias.

Em escala estadual, a Secretaria de Desenvolvimento Social direcionou mais de R$ 2,9 milhões para atender 5,8 mil mulheres somente durante o mês de agosto. Lançado em fevereiro de 2025, o programa já destinou montante superior a R$ 29,9 milhões, somando mais de 9,9 mil atendimentos distribuídos por 593 cidades paulistas.

Segundo a secretária da pasta, Andrezza Rosalém, sair de um ciclo de abusos demanda apoio prático além da determinação individual. A gestora ressaltou que a transferência de renda funciona como um mecanismo indispensável de resgate da dignidade e autonomia, viabilizando um recomeço protegido.

Canais de acolhimento e denúncia

Além do subsídio para moradia, a rede pública oferece acompanhamento psicossocial contínuo. Mulheres sob ameaça ou agressão podem procurar atendimento especializado nas seguintes unidades:

– Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e CREAS;

– Centros de Referência de Atendimento à Mulher;

– Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e postos de saúde;

– Núcleos da Defensoria Pública, Ministério Público e OAB.

Para obter informações ou registrar denúncias de forma anônima e gratuita, está disponível a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180. Em situações de perigo imediato, a Polícia Militar deve ser acionada rapidamente pelo telefone 190.

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